terça-feira, 31 de maio de 2022

[Poema] Ser e querer, de Lya Vieira

 




Ser e querer

Eu que sempre quis ser pura alma, a brisa calma,

Já não sei de mim, me perdi

Agora sou vendaval, 

Sou vulcão em erupção,

Me perdi

Sou uma incapacidade de parar o brilho que desperta aqui.


O que quero da vida é tempo, 

O que quero do tempo é vida,

Quero linhas suaves, tortas, retas

Quero tocar com suavidade corações, almas

Quero quebrar vidraças e corações

Quero viver com cautela, mas não muita

Quero provar o que não sei do gosto ainda,

Quero ser.




Lya Vieira
(29/02/1972) 
Nome completo: Marli Vieira da Silva. 
Mato Grosso do Sul, estudou publicidade, é filha de Paulistas, começa a escrever timidamente aspirando contribuir com o despertar do amor próprio, intrínseco e muitas vezes adormecido.



segunda-feira, 30 de maio de 2022

[Poema] Perdón, Señor Perdón, de Fredy Vizcardo Salcedo

 



Perdón, Señor Perdón


Perdón, Señor perdón

por todo lo que no doy

queriendo aún más

de lo material de esta vida.

Perdón por no escuchar tu voz

y endurecer mi corazón,

ante aquel que necesita

solo una miga de amor.

Perdón, por el tiempo perdido

y aún querer detenerlo

y arrullarlo en mis manos temblorosas

y no dejarlo marchar nunca.

Perdón, por no sentir tus pasos

que van a mi lado siempre

protegiéndome día y noche

para no tropezar en la vida.


Fredy Nicolás Vizcardo Salcedo nace un 23 de diciembre de 1949, en la ciudad de Arequipa - Perú. Es de profesión Ing.Químico. "Mi cercanía a la fe y plasmarlo en poesías y escritos se inicia cuando la Misericordia de Dios toca mi vida a través de enfermedades incurables".

"Hoy vivo para bendecir a Dios en cada segundo de mi vida. Digo hoy, jamás hubiera escogido una enfermedad para conocerte."


Poemario completo: Manos Divinas



sexta-feira, 7 de agosto de 2020

[Poema] Para alguém, prá todos e prá ninguém, de Ana Julia Perrotti

 

Para alguém, prá todos e prá ninguém


Cada amor é de um jeito 

Mas todos são muito parecidos,

Mesmo nas suas diferenças 

 

Todo amor segue um caminho 

Alguns perecem, outros vingam,

Uns amargam, outros florescem

 

Esta é a história de um deles,

Mas bem que poderia ser de todos 

 

Quanto mais a gente se aproximava,

Mais distante ia ficando.

Depois, passou a ser o contrário:

A aproximação foi gerando afastamento 

 

Até que, de tão grudados e tão distantes,

Passou a  existir um abismo entre nós 

E tudo que era leve, se tornou tão pesado 

Que ficou menos doloroso  esquecer do que lembrar.


Ana Julia é tradutora e audiodescritora. Formada em Letras, ela tem diversos poemas publicados em coletâneas, entre elas, da Sociedade Brasileira dos Dentistas Escritores (à qual é associada) e  ALAB (Academia de Letras e Artes Buziana).

segunda-feira, 20 de abril de 2020

[Prosa] Crise...vida, de Lilian Carla Oliveira


Crise... 

Vida...



Fenômeno circunstancial, arrepio que invade a alma. A todo momento pensamos e executamos, sem muito tempo de refletir e  deixar fluir, aquele frio do medo, da mudança, da impotência de se sentir estagnado esperando o tempo, ele, somente ele, pode trazer respostas ao que queremos e buscamos, mas, de fato, sabemos lidar come ele? Porventura, sabemos decifrá-lo? Tampouco, sabemos ouvi-lo! 

Como não o perder? Se avançamos, temos medo da coragem incerta, se retrocedemos, temos medo da covardia nos imposta.  Somos cúmplices de sua mera existência, temporal, racionalizada em nossas entranhas, desmedidas com nossa vontade. Ah! Como queria te encontrar, prosear contigo, lhe dizer o quanto é indisposto, indesejado. Você que penaliza a existência humana com esse sorriso entre canto boca e dentes, pondo a dúvida tudo que sentimos, que grita como uivos de lobo no silêncio sombrio do coração, você...

Não quero te vê, esbravejaria com todas minhas forças, como oceanos te inundaria para não te ter, assim calaria tua sagaz voz. Soltaria risos, risos e mais risos, como gazelas salteando em meio as colinas, com a certeza que não o sentiria mais... fugas medo.   

Lilian Oliveira, é pedagoga, poeta e graduanda da disciplina de Geografia. Mãe do Luis Vinicius; da Lilian Quézia e da Ana Luíza. 
É Professora de Educação Básica do Estado de São Paulo.

terça-feira, 17 de março de 2020

[Poema] Passarinho, de Flávio Coutinho



Passarinho



Painho, Mainha
me criaram em seu ninho
De amor e carinho
eu sou passarinho

Aprendi a voar
pelos céus do obscuro
Saí para lutar
vencer em meu mundo

Eu sou passarinho livre
Sou eu bem-te-vi cantarilho
Eu vou rouxinol com meu timbre
Sou eu beija-flor andarilho

Painho, Mainha
me ensinaram em seu ninho
Que as coisas da vida
tem lá seus espinhos

Hoje eu machuco e já me viro
Eu canto meu hino
Com os meus belos erros
eu sigo tranquilo.




Flávio Coutinho, poeta mineiro, obteve a 3° colocação com o poema “Passarinho” na primeira edição do Troféu Literário Formiga Jovem do CLMM em 2012. F. Coutinho é membro do Clube Literário Marconi Montoli, com obras publicadas na “Ipsis Litteris” – revista literária jovem do CLMM. Também tem publicações na revista independente “Zine Evolução”, projeto este realizado na cidade de Formiga em Minas Gerais.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

[Poema] Aprender, de Lilian Oliveira


Aprender

É... a gente aprende que nem tudo na vida é flores
a escolher nossos amores
a conviver com os dissabores
a lutar quando a luz da chama está prestes a se apagar
a soprar, soprar e soprar até a faísca reacender 
se abrigar em uma força superior na hora do vendaval 
superar os conflitos
desacreditar em tudo que ouvimos 
filtrar tudo que pensamos
refletir sobre tudo que acreditamos e falamos
conhecer, e,ouvir o nosso sexto sentido, que este nunca falha!
ajustar as horas , o tempo, no compasso do passo, 
ao nosso ritmo de vida
avançar... 
recuar...
recomeçar...
sonhar...
realizar...
agradecer, sempre!
acreditar que tudo passa, e que a vida não para
crer que a bonança de águas tranquilas chegará! 
desenvolver os sentidos do corpo, 
abrir as janelas da alma para,
sentir o perfume do ambiente 
a beleza do nascer e o poente do sol 
o sorriso sincero
permitir-se!   
apreciar a solidão, mesmo quando a sua volta está repleta de pessoas 
desconectar do seu entorno
ser do seu jeitinho, desengonçado, descabelado e afobado
a gente aprende com os olhares, gestos, comportamentos
traduzimos o espelho d'água da vida.

enfim...

quanta coisa na vida a gente aprende...
Que bom!



Lilian Oliveira, é pedagoga, poeta e graduanda da disciplina de Geografia. Mãe do Luis Vinicius; da Lilian Quézia e da Ana Luíza. É Professora de Educação Básica do Estado de São Paulo.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

[Ensaio] A solidão entre nós


Se a solidão tivesse uma cor, que cor daria a ela? E se ela pudesse ter uma forma, que forma daria a ela? Hum, e o cheiro? E o gosto? Pois bem, ainda que me respondesse essas perguntas, outras perguntas surgiriam. A solidão tem a cor da espera, a forma do nada, o perfume do ontem e o gosto do vazio. Ela sorri maliciosamente quando você se desespera com a espera dos sonhos seus perdidos. Ela devora a sua esperança do talvez e carrega no olhar as cores frias da ilusão. Ela sabe...de todos os seus amores contidos e abandonados.
A solidão tem o nome da música, a solidão tem o nome da sua dor. E pode ter certeza ela está bem ai do seu lado, a espreita, sorrindo maliciosamente aguardando você de braços abertos, e quando você chorar ela vai abraçar você, e quando você sofrer com uma decepção ela vai estender-te as mãos.
Solidão é olhar para o telefone, ansioso por um chamado, e ele permanecer mudo.
Solidão é não ter com quem brindar um acontecimento especial, é sentir frio e não ter um abraço para aquecê-la.
Solidão é querer dormir muito, pra não ter a consciência que se está só. E não ter alguém a quem desejar bom dia, ao acordar.
Solidão é sair de madrugada tentando encontrar alguns conhecidos pra desabafar, é ouvir uma música e não ter a quem associá-la.
É ler o jornal durante as refeições por não ter com quem conversar.
É ver que suas correspondências se resumem a cobranças e extratos bancários.
É ter somente um prato a mesa durante as refeições.
É não ter quem lhe impeça a covardia de cometer o suicídio.
A solidão esperança faz você escravo do nada, do nada que dói. Aproveite este momento e beije a solidão, divida com ela esse gosto amargo em sua boca, brinda com ela esse momento e depois durma, sonhe com esse talvez, sinto o prazer de ainda estar vivo, de ainda poder sonhar. E eu estarei aqui, velando pelo teu sono e aguardando pela chegada de um novo dia, boa noite solitário, pois eu a solidão, estarei aqui, sobrevivendo dos seus sonhos. Boa noite.



Fábio Rocha
Psicólogo organizacional, escritor, ator e coreógrafo. Atuante nas mais diversas manifestações artísticas, culturais.
Integrou a oficina de atores do teatro Clara Nunes na cidade de Diadema em 1997 com participação em festivais nacionais de teatro tendo sido premiado como melhor ator revelação.
No carnaval já coreógrafos várias escolas de samba do grupo especial e acesso e atualmente ocupa o posto máximo na folia paulistana é o Rei momo do carnaval.